Archive for Janeiro, 2009

Os Evangeligospels a serviço do espírito pan-americanista.

A união das Américas! Um antigo sonho que voltou à cena.

A utopia da união das Américas fazia parte dos planos de Simon Bolívar em 1826, no chamado Congresso do Panamá, mas apenas para nações hispano-americanas. Mas não funcionou. Já perto da morte Bolívar achava que a América Latina era um “caos primevo”.

Na geopolítica desse início do Século 21 a união das Américas volta à pauta e num contexto que seria simplesmente impensável: nas reuniões secretas entre Evangélicos de Ultra Direita, da Nova Roma, e os Evangeligospels do Brasil, que assumem seu papel, à serviço do espírito pan-americanista.

As relações fraternas de cooperação, intercâmbio de projetos, envio de recursos para a construção de novas igrejas no Brasil, novos programas na TV, o constante ir e vir de gente do Brasil falando às congregações da Nova Roma se intensificam. Era a estratégia utilizada para juntarem os fios das teias das Américas. Mas aonde queriam chegar?

Como que assentindo a uma ideologia que remetia sutilmente à idéia de que os Evangeligospels, por acreditarem que tinham a religião certa e se achavam os donos da verdade, estariam em vias de se transformar numa raça superior, como que dando eco ao discurso de Vargas, quando este deu a entender, em 1940, que o futuro pertencia “aos povos vigorosos aptos à vida”.

Felizmente Butcher havia conseguido posicionar agentes da Conspiração da Semente de Mostarda, infiltrados nessas reuniões. Agiram com perfeição. Parecia até que tinham sido ajudados por anjos. Butcher e os líderes da Conspiração já sabiam de tudo. Agora estava claro. Não havia dúvidas. Precisavam agora pensar num plano e decidir quando e como revelar à opinião pública o que estava sendo tramado contra a nação brasileira.

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Por isso Deus foi fazendo silêncio!

Quando estava reunido com os diretores nacionais da América Latina, o “laranja colombiano” vociferava virilidade como defensor da igreja na América Latina, mas era só discurso. Tudo falso. Ele tinha o rabo preso com a Zonqunran, embora fosse o diretor regional para a América Latina. Discursava como ninguém sobre as verdades de Deus enquanto fazia o jogo de faz de conta para entreter os diretores nacionais no Rustic Pellican, fino restaurante na capital Latina da Nova Roma.

O laranja colombiano, os dois funcionários e o presidente da diretoria da Sociedade do Oráculo Sagrado Transnacional, da filial brasileira – eram farinha do mesmo saco.

Por trás do formalismo e do discurso religioso usados como camuflagem por quem está por cima ocultava-se um mundo mentiroso. Uma fachada que servia apenas para mostrar o pouco que se poderia ver à luz do dia, enquanto que nas sombras tudo o que parecia estático se movia com facilidade.

Por isso o diretor nacional da Sociedade do Oráculo Sagrado Transnacional bateu de frente com os executivos da matriz da Nova Roma e com os “laranjas” brasileiros que tinham sido cooptados um a um.

Nos bastidores era só um jogo de poder camuflado por uma retórica dissimulada, como num baile de máscaras, das perucas, das cabalas políticas, das intrigas de bastidores e da rotulação das vozes dissidentes.

No lugar da multiplicação dos pães e de peixes o que se via era a multiplicação de disfarces mantendo as aparências enquanto se faziam coisas condenáveis.

Pelas mesmas razões os líderes da Conspiração da Semente de Mostarda romperam aberta e definitivamente com o Status Quo Evangélico, por terem ido longe demais, sem retorno.

Por isso Deus foi fazendo silêncio.

A parceira da Sociedade do Oráculo Sagrado Transnacional, a Zonqunran e sua filial no Brasil, uma editora com ligações históricas com uma denominação pentecostal impediu, vetou a publicação de uma edição especial da Nova Tradução do Oráculo Sagrado que se destinava à evangelização de comunidades ribeirinhas na Amazônia. Aquelas pessoas precisavam de uma edição especial com letras grandes, especialmente os adultos acima de 40 anos, por apresentarem debilidades visuais e não conseguirem ler o Oráculo Sagrado, a Bíblia, a Palavra de Deus, impressa com letras pequenas.

Do púlpito o executivo da filial da Zonqunran fazia seu típico discurso inflamado, de gente séria e confiável, mas nos bastidores mostrava sua real natureza como mero vassalo dos chefões da Nova Roma.

Pelo que se sabe até hoje as populações ribeirinhas esperam por uma edição do Oráculo Sagrado e por isso, por causa da atitude do executivo da filial da Zonqunran, se aquelas pessoas, jogadas naquele “mundo de meu Deus”, miseráveis, subnutridas, doentes, ignorantes, no meio da floresta amazônica, quiserem uma edição do Oráculo Sagrado com letras grandes, terão que pagar alto, se bem que não poderiam pagar nem que fosse baixo o valor, por um exemplar do Oráculo Sagrado com letra grande.

Até que ponto esse gueto Evangélico, que desconhecia a cultura do debate, tinha consciência dos movimentos tectônicos que eram gerados em suas profundezas, é um mistério.

Por isso Deus foi fazendo silêncio.

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Butcher enfrenta a Ultra-Direita Evangélica na Nova Roma

A Conspiração da Semente de Mostarda já estava agindo no coração da Nova Roma. Tudo lá estava sendo articulado por um enviado do Brasil que por razões de segurança chamaremos de “Butcher” *

O que Butcher estava fazendo na Nova Roma, se associando a pessoas e grupos de igual pensamento e intenção, era enfrentar a direita evangélica que “se apropriou indevidamente do monopólio da ‘política verdadeira cristã’ e convencer aquele pessoal de que a opção política que fizeram não era boa para o seu país, para o mundo e tampouco para a igreja cristã ao redor do mundo”.

A preocupação aumentou quando chegaram até Butcher (e é melhor nem querer saber como) informações sobre reuniões que já estariam acontecendo, envolvendo os assessores do imperador, líderes da direita evangélica da Nova Roma e representantes da direita evangélica do Brasil.

* Apelido por ele adquirido durante os jogos de futebol de salão, nos encontros com estudantes nos anos 80. Porque seu estilo de jogar lembrava um jogador de futebol da seleção do seu país de origem. Aqueles que participaram daquelas disputadas partidas nas quadras da Universidade Federal de São Carlos, deverão se lembrar dele, que, diga-se de passagem, continua sendo um grande amigo.

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A “Marcha para Jesus” Transcontinental

Que relação existe entre a Operação “Fresh Water Pipe” , a “Marcha para Jesus” Transcontinental e a chegada ao Brasil das mega editoras Evangélicas da Nova Roma?

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Onde está o crucifixo da Ordem do Mistério do Sétimo Selo?

Proteano estava chegando cada vez mais perto. Mesmo que as informações não fossem absolutamente contundentes ele tinha razões suficientes para presumir que a Ordem do Mistério do Sétimo Selo teria permanecido em Jerusalém até o século XI quando o ardor das peregrinações ganhava novo ímpeto.

Registros confiáveis indicavam ter havido um momento crítico para a Ordem do Mistério Sétimo Selo, num dado momento do século XI. Um divisor de águas que levou à decisão de sair de Jerusalém. Tudo graças a um grupo que insistia em descobrir o segredo guardado e mantido pelos sete monges da Ordem do Mistério do Sétimo Selo.

Os monges da Ordem se protegiam de forma inteligente, nunca dormindo no mesmo lugar mais do que três noites seguidas. Usavam e mudavam constantemente seus disfarces, para despistar os lacaios liderados por Julius, um indivíduo de estatura baixa, estranho e mal encarado, que andava sempre apressadamente, olhando para o chão, com um cão raivoso de pelo negro, patas grandes, que atendia por um nome estranho. A dupla circulava pelas vielas e mercados de Jerusalém. A marca registrada do Julius era uma bolsa de couro encardida e nojenta pendurada ao pescoço por alças compridas que ficava na altura do joelho daquele indivíduo. Não se sabe o que ele carregava naquela coisa. Coisa boa não era.

Alguns comerciantes diziam, à “boca pequena” que o tal de Julius cobrava taxas dos pobres comerciantes de Jerusalém, em troca de segurança. Não bastasse isso ele comandava o tráfico de um alucinógeno produzido por ele mesmo, barato e de alto poder de viciação. Talvez isso explicasse o fato dele estar sempre tossindo e limpando a garganta, quando não escarrava tudo para o seu cão lamber.

Naquela época Gerard era o líder da Ordem do Mistério do Sétimo. Homem piedoso, simples e de caráter verdadeiramente cristão. Ele cuidava de uma pequena igreja, a Igreja de São João, e presidia um hospital, ambos edificados com a permissão do califa egípcio. Nesse hospital viviam um abade e um bom número de monges, dentre os quais se encontravam, disfarçadamente, alguns dos integrantes da Ordem do Mistério do Sétimo Selo. Eles se dedicavam à recepção, ao entretenimento de peregrinos e davam esmolas aos pobres que tinham sido roubados.

Graças ao trabalho exemplar e sacrificial da equipe liderada por Gerard aquela comunidade foi ganhando visibilidade, levando os monges da Ordem do Mistério do Sétimo Selo a, sem perceber, baixar a guarda e se descuidar.

Um lapso aparentemente pequeno e inofensivo de Lucas, novato e por isso mesmo ainda inexperiente monge da Ordem que, numa fatídica manhã de domingo, ao invés de ficar ao lado de seu companheiro da Ordem, ingenuamente correu para socorrer um peregrino acuado por bandidos que costumeiramente ficavam à espreita de peregrinos desatentos que iam comprar seu ramo de palma consagrado nos jardins de Jericó.

O descuido de Lucas foi fatal. Era uma cilada. Em questão de segundos o jovem monge foi cercado pelos bandidos. Mesmo após ter recebido sete punhaladas ainda tentou bravamente, porém em vão, evitar que os bandidos arrancassem o crucifixo do seu pescoço, usado sob a túnica. Aquele crucifixo, talhado artesanalmente, de madeira rara e com inscrições em ouro, na língua Aramaica, significando “Mistério do Sétimo Selo” - era único, precioso, exclusivo da Ordem do Mistério do Sétimo.

O jovem monge não resistiu aos golpes desferidos pelos bandidos, vindo a falecer nos braços de Gerard e dos outros monges da Ordem do Mistério do Sétimo Selo, que não se conformavam com o que havia acontecido.

O precioso crucifixo tinha ido parar naquela bolsa encardida do Julius, que agora estava manchada com o sangue do jovem Lucas. Desde aquele incidente Julius era visto andando pelas vielas e mercados segurando a tal bolsa de forma diferente, mantendo-a mais grudada ao seu corpo, entre ele e seu cão, como que querendo exibir um troféu, que estava escondido naquela bolsa, mas sem coragem de fazê-lo. Sua expressão de prazer misturado com sarcasmo, não deixava dúvidas. Algumas pessoas disseram tê-lo ouvido dizer: “ … agora eu também tenho um pedaço, um símbolo do Mistério do Sétimo Selo.”

Havia naqueles dias muita perturbação e inquietude em Jerusalém e aquela tragédia acabou expondo perigosamente a Ordem do Mistério do Sétimo Selo. Muitas versões sobre o Mistério do Sétimo Selo começaram a circular e Gerard, juntamente com os outros monges, sabiamente decidiram partir para um lugar distante.

Um plano foi secretamente elaborado. Depois de todos os preparativos feitos, numa noite, usando novos e elaborados disfarces, com as túnicas da Ordem e os preciosos crucifixos cuidadosamente guardados, os monges da Ordem deixaram a Cidade Santa, misturados aos galantes Cruzados que, sem saberem, davam proteção aos seis monges da Ordem do Mistério do Sétimo Selo, em sua longa viagem até Valeta, capital de Malta.

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Leprosário de pastores e missionários

Embora ainda desencontradas, as informações eram mais do que tristes. Eram estarrecedoras. Mas ninguém confirmava absolutamente nada, depois dos primeiros relatos fornecidos por meio de uma ligação feita por alguém do sul do país.

Um Blogueiro do Reino residente em Curitiba preferiu passar a informação por telefone, e não pela Internet, para evitar o vazamento de uma informação que ainda exigia confirmação, mas que não demorou para ser confirmada.

O primeiro contato feito com o escritório da Conspiração da Semente de Mostarda revelava a existência de um leprosário de pastores, em algum lugar no sul do país. Um lixão, um depósito de servos e servas de Deus que após terem sido descartados pela igreja, sem posses e outros recursos, viviam num quase isolamento. Um exílio da igreja institucionalizada, tatuados cruelmente pelas armadilhas da vida e do próprio contexto religioso. Estigmatizados em função de algo trágico que possa ter acontecido em suas vidas enquanto ocupavam posições de liderança em suas respectivas igrejas e organizações religiosas.

O que quer que fosse estava criando um desconforto muito grande e antes que a coisa tomasse proporções maiores líderes da Conspiração da Semente de Mostarda conseguiram fazer contato falar com algumas pessoas próximas ao local, o tal “leprosário de pastores” e obter informações mais seguras.
Mais tarde foi apurado que se tratava de um abrigo para gente que havia ocupado posições de liderança nas igrejas e organizações missionárias, evangélicas, católicas, que, por uma razão ou outra, tiveram de se afastar de suas atividades eclesiásticas ou foram excluídos, descartados do sistema. Ali havia pastores, missionários, padres e freiras.

Chocados, entristecidos e com o coração pesado, sem perder tempo, quatro pessoas da Conspiração seguiram em dois carros em direção ao sul do país. Preferiram ir em dois carros no caso de precisarem trazer alguém do tal “leprosário de pastores”. Daquela forma haveria espaço para pelo menos algumas pessoas que necessitassem ser resgatadas com maior urgência. Levaram também cobertas, roupa de cama, caixas de pasta de dente, shampoo, escovas de dente, creme de barbear, sabonetes, outros itens de higiene pessoal além de várias outras peças de roupa e pares de sapato, tênis, toalhas, roupas de cama, além de caixas de leite, café instantâneo, arroz, feijão e outros produtos. Tudo para ser entregue àqueles que encontrariam naquele local isolado, desdenhosamente chamado de “leprosário de pastores” pelas pessoas da zona rural, que moravam nas redondezas.

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Nos bastidores da Sociedade do Oráculo Sagrado Transnacional

Foi simplesmente devastadora a repercussão dos golpes desferidos pelos advogados da Conspiração da Semente de Mostarda e pelos Blogueiros do Reino contra os executivos da Sociedade do Oráculo Sagrado Transnacional e contra a editora filial da Zonqunran, no Brasil.

Uma reunião havia sido convocada às pressas. Urgência urgentíssima. Os responsáveis por essas entidades se reuniram na Capital Latina da Nova Roma. para entender o que estava acontecendo. A reunião foi realizada à portas fechadas, num luxuoso hotel, como não poderia deixar de ser. Afinal, os chefões estavam todos lá.

A reunião durou a noite toda. O que se viu, conforme relatos de elementos da Conspiração estrategicamente infiltrados no hotel foi uma “assustadora reunião de homens assustados”. O tempo todo se ouvia um barulho estranho, como se o diabo estivesse mudando de lugar os móveis da sua casa.

Um dos funcionários da filial da Sociedade do Oráculo Sagrado, no Brasil, que havia estado lá não suportou a pressão. Logo após seu desembarque resolveu se entregar. Procurou ajuda de gente ligada à Conspiração. Estava com a consciência pesada e precisava contar. Ele tinha sido também um dos “laranjas brasileiros” que, a mando dos chefões da Nova Roma, entraram com aquela Ação Judicial que, de forma injusta, ridicularizou publicamente e complicou a vida do Cacauzinho.

Anos antes, ele e outro colega, apoiados pelo presidente da diretoria da Sociedade do Oráculo Sagrado Transnacional no Brasil, haviam vergonhosamente puxado o tapete e traído o diretor nacional, que lutava sozinho para fazer exatamente o que a Conspiração da Semente de Mostarda fez, anos mais tarde: chamar a atenção da mídia, denunciar a fraude, a falta de ética, a sujeira, a ganância dos que dirigem a sociedade do Oráculo Sagrado Transnacional.

Aquele mesmo que se entregou e pediu proteção à Conspiração, contou sobre o seu desespero, dor, remorso, arrependimento, por ter traído o amigo que o havia tirado do desemprego, e que até o último instante foi coerente. Lutou e se sacrificou tentando evitar que aquela nova tradução do Oráculo Sagrado caísse nas mãos da Zonqunran.

No momento de maior desespero tentou tirar a própria vida se enforcando numa árvore no quintal do sobrado onde funcionava a Sociedade do Oráculo Sagrado Transnacional. Planejou tudo direitinho, mas na hora de executar se borrou todo. Subiu numa mesa de alvenaria que havia no quintal do sobrado, bem embaixo de uma árvore. Subiu na árvore e amarrou uma corda no galho mais forte. Depois de assegurar que a corda estava firme, desceu e ficou em pé na mesa de alvenaria, arrumando o nó na corda que colocaria em volta do pescoço. Mas, como estava morrendo de medo, ele demorou muito. Um vizinho de um prédio próximo estava olhando da janela e achou e percebeu que havia algo errado com aquele fulano que, em pé sobre uma mesa no quintal, enrolava uma corda no pescoço fazendo aquilo e começou a gritar para ele mudar de idéia. Na pressa e assustado com a gritaria do vizinho, ele colocou rapidamente a corda no pescoço e se jogou – sem muita convicção - da mesa de alvenaria. Ficou tentando manter um pé apoiado na beira da mesa e ficou ali sentindo a pressão da corta queimar e apertar seu pescoço cada vez mais enquanto ficava se debatendo tentando voltar para cima da mesa ao mesmo tempo em que emitia um grito de socorro, mas sua voz não saia e aquilo fazia aumentar seu desespero.

Finalmente outros funcionários da Sociedade do Oráculo Sagrado Transnacional olharam pela janela para ver o que poderia ser aquela gritaria toda e se depararam com aquela horrível cena. Imediatamente correram até o quintal e chegaram a tempo de segurar o colega que se debatia tentando manter um pé apoiado na mesa de alvenaria, já agonizante com o pescoço e o rosto tomados por uma cor escura, quase roxa e os olhos esbugalhados, com a calça molhada pelas fezes e urina que pingavam pelo pé, só com a meia, porque o sapato já havia caído no chão.

Hoje ele vive uma existência medíocre e com o estigma de traidor.

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Todas as pedras serão viradas

Os Blogueiros do Reino, grupo ligado à Conspiração da Semente de Mostarda, estavam à toda, botando a boca no trombone, trazendo à luz tudo o estava escondido nos meandros do contexto editorial Evangélico.

Graças ao trabalho corajoso e determinado dos Blogueiros do Reino, alguns advogados ligados à Conspiração da Semente de Mostarda, desenterraram um corpo em adiantado estado de putrefação que parecia ter sido enterrado às pressas, no bairro do Belenzinho, na cidade de São Paulo. Cheirava muito mal.

Esses advogados reabriram o processo na Justiça que havia obrigado um jornalista cristão da periferia de São Paulo, de nome Cacauzinho, a retirar da Internet seu site com informações que expunham alguns, apenas alguns, dos podres da mesma  Sociedade do Oráculo Sagrado Transnacional, tanto da filial brasileira quanto da sua matriz, na Nova Roma, em seus acordos comerciais com uma das mais fortes editoras da Nova Roma,  montada em cima do dinheiro de um grupo editorial com fins lucrativos privados. Paradoxalmente essa mesma editora tinha, e tem ainda, ligações históricas com uma denominação Pentecostal.

Isso tudo havia sido publicado numa revista Evangélica no Brasil. No entanto, ninguém, ninguém, nenhum pastor, nenhum editor evangélico, ninguém, ninguém, desses que dizem que anunciam justiça e a verdade de Deus foi em defesa do Cacauzinho. Ficaram todos em silêncio. Coniventes.

Entretanto, quando tudo parecia perdido, advogados ligados à Conspiração da Semente de Mostarda foram atrás e reabriram o caso, revertendo a sentença. Cacauzinho colocou o site no ar novamente e moveu uma Ação contra as duas entidades, que agora estão em papos de aranha, inclusive por causa da repercussão internacional do que já estava acontecendo com a matriz, na Nova Roma, da Sociedade do Oráculo Sagrado Transnacional. Todas as pedras serão viradas.

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Palco de um assalto maniqueísta

Proteano se rende às conclusões do trabalho realizado por seu amigo Zeca, doutor em economia e professor de uma das mais renomadas escolas de Economia no país, na capital Paulista. A coisa agora é com o Proteano também, e não apenas com a Conspiração da Semente de Mostarda. O dossiê montado por Zeca e que agora está sendo analisado conjuntamente pelo Proteano e pelo pessoal da Conspiração não deixa dúvidas:  a chegada ao Brasil das editoras multinacionais tidas como Evangélicas, vindas da Nova Roma, com aquele típico discurso evangélico, catequizador, está na verdade a serviço de uma agenda que vai muito além, muito mais longe, do que simplesmente levar o dinheiro dos milhões de crentes que existem por esse pais afora.

 

O segmento editorial Evangeligospel  no Brasil é usado como palco de um assalto maniqueísta ao livre pensar.

 

São peças de um “jogo de xadrez cujo objetivo consiste em impor uma extensa agenda conservadora no campo da reflexão e tirar de cena discussões fundamentais para a crítica cultural e sociopolítica”. Uma das conseqüências dessa agenda  é facilmente vista na multidão de jovens consumidores acríticos dos produtos e modismos Gospels, socialmente desengajados e refratários a qualquer reflexão que coloque em xeque a visão de mundo e a ideologia Evangeligospel.

 

O segmento evangélico da Nova Roma, de linha mais conservadora,  passa a atuar como “testa de ferro” do governo daquele país, fazendo um trabalho de aliciamento do Status Quo Evangeligospel no Brasil,  com o objetivo de usar as igrejas Evangélicas no Brasil como centros de fomento ideológico  pró-Nova Roma. Um revival semelhante ao que houve na década de 40 quando o governo de Getúlio Vargas aliou-se à Nova Roma no combate ao Nazismo.

 

Assim, os Evangeligospels dos dois países se tornam aliados e peças nesse jogo de xadrez. Outro resultado dessa aliança é percebida quando um dos pastores Evangeligospels  de maior evidência na televisão e formador de opinião para milhões de fieis, utiliza parte do seu programa para  tecer comentários no mínimo levianos sobre os conflitos do Oriente Médio, sem levar em conta as complexidades históricas e políticas por trás daqueles conflitos e com uma orientação nitidamente pró-Nova Roma. Mas não esqueçamos. Esse é apenas um dos movimentos desse jogo de xadrez. Proteano, agora apoiado pela Conspiração da Semente de Mostarda, está mais vivo do que nunca.

 

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Operação “Boca no Trombone”

Naqueles dias,  Lou, um dos líderes da Conspiração da Semente de Mostarda, informa que havia sido deflagrada a operação “Boca no Trombone”, iniciada com as ações judiciais movidas por advogados ligados à Conspiração, contra a Sociedade do Oráculo Sagrado Transnacional, na Nova Roma. Pois aquela entidade havia  usado de modo fraudulento as doações feitas por cristãos e igrejas daquele país, para serem investidas na produção e distribuição das traduções em Inglês, Português e Espanhol, do Oráculo Sagrado Transnacional, sem que houvesse interesses privados envolvidos. Aqueles que doaram para aquela entidade, na Nova Roma, foram enganados, mas não deixaram por menos quando ficaram sabendo.

 

Tal mobilização repercutiu rapidamente na mídia dos dois países, Brasil e Nova Roma, causando um grande mal estar, e não era para menos. As linhas telefônicas da Sociedade do Oráculo Sagrado na Nova Roma ficaram congestionadas, dado o grande número de ligações de pessoas indignados com as notícias que estavam sendo veiculadas na mídia. Muitos deles já avisando que entrariam na Justiça, como de fato entraram, por terem sido enganados.

 

Em poucos dias as previsões eram de que  aquela entidade, a Sociedade do Oráculo Sagrado Transnacional, famosa e orgulhosa pelas novas traduções do Oráculo Sagrado, poderia em pouco tempo fechar as portas por causa das indenizações milionárias que seria obrigada a pagar.

 

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