Archive for Outubro, 2006
O mestre muçulmano e o escravo cristão
Você consegue se lembrar de algum livro que você tenha lido, que tivesse sido escrito por um autor de alguma parte do mundo que não fosse o Ocidente?
Talvez não seja exagero dizer que o condicionamento cultural ao qual temos sido submetidos seja de tal modo desproporcional, a ponto de não nos darmos conta de que a nossa visão de mundo está sendo moldada e, por que não dizer domesticada, pelos parâmetros homogeneizadores da globalização, também vista por alguns como a “ocidentoxicação” do mundo, na forma como o processo de “uniformização do espaço econômico e pelo pensamento político único, hegemonizado do Ocidente” vai se impondo cada vez mais. (1)
Caso o prezado leitor tenha alguma dúvida quanto a isso consulte os websites de editoras evangélicas, especialmente daquelas vinculadas às grandes denominações, e constate por si mesmo, se os fiéis estão sendo estimulados a formar uma visão de mundo que os leve a um engajamento consciente, relevante e transformador no mundo em que vivemos, ou se os títulos e temas dos livros refletem o estado de alienação, passividade e apatia que vemos por todos os lados.
Uma outra forma de tentar trazer luz à essa questão é tentando descobrir, por exemplo, quantas obras de autores nacionais, Evangélicos, atuando ou não nos círculos acadêmicos, tratando de questões pertinentes à nossa sociedade como um todo, são publicados por editoras evangélicas.
Já virou lugar comum matérias nos principais jornais e revistas do país a respeito do crescimento e do aumento das vendas de produtos voltados para o segmento Evangélico, desde Bíblias para todos os gostos, Cd’s, camisetas e até mesmo cosméticos. Não é de hoje que o setor editorial Evangélico no Brasil movimenta cifras de dar inveja às editoras não religiosas.
Não é por acaso que a Thomas Nelson, uma das maiores editoras Evangélicas dos EUA está entrando no mercado brasileiro numa parceria com a Ediouro. Enquanto isso, segundo informa a revista “Consumidor Cristão”, permanece a indefinição sobre a negociação envolvendo a Editora Vida, controlada pelo grupo americano Zondervan-HarperCollins, de propriedade de Ruppert Murdoch, e o grupo Peniel, da Argentina.
Quando esses grupos chegam ao Brasil usam o já conhecido argumento de que “Deus está fazendo uma grande obra nesse país e queremos fazer parte disso” para tentar legitimar sua chegada no mercado editorial brasileiro e ganhar o aval da comunidade Evangélica do país. Não importa se isso vai debilitar ainda mais as já fragilizadas editoras Evangélicas brasileiras que tentam a duras penas produzir literatura cristã de qualidade e contextualizada à realidade brasileira.
Na prática, entretanto, o que vale mesmo são os interesses econômicos. As decisões, tomadas por aqueles que se apresentam como servos da Igreja e do Reino de Deus, são “refém da economia … regida pela competição (e não pela cooperação) que de saída introduz um conflito de base, entre fortes e fracos, entre credores e devedores, entre imperiais e dependentes. Os fortes permanecem no mercado, os fracos desaparecem. Num quadro assim perverso há pouco espaço para relações justas.” (2)
Executivos do setor editorial, especialmente aqueles que trabalham para grupos estrangeiros, falam de boca-cheia quando o assunto diz respeito ao crescimento nas vendas de livros, Bíblias e CD’s, dentre outras coisas.
Karina Kosick Bellotti, doutoranda da Unicamp, comenta que “quando se fala em mídia evangélica vêm logo à memória idéias e imagens de pastores pregando na televisão e no rádio, folhetos sobre Jesus Cristo, camisetas 100% Gospel.” (3)
Na verdade, para essa indústria não importa se o que os crentes estejam consumindo seja, ou não, enlatados de consumo rápido e sem qualquer relevância, efeito ou resultado no contexto sócio, econômico e cultural em que vivemos.
Se esse festejado boom do setor editorial está levando os Evangélicos a se tornarem mais críticos, socialmente relevantes e engajados, é outra história. Seus repetidos discursos e músicas falam de si mesmos como um povo disposto a “ganhar o mundo para Cristo”. Por outro lado não é incomum os povos muçulmanos, particularmente do Oriente Médio, serem apresentados de forma parcial pela mídia como fazendo parte de um mundo não civilizado. Na verdade o que está ganhando o mundo, e usando “em vão” o nome de Cristo, são os resultados financeiros que acabam ficando mesmo nas contas daqueles que já têm muito, até demais.
Ironicamente, para incomodar quem pensa que a única parte boa do mundo é o lado ocidental, o Prêmio Nobel de Literatura foi dado merecidamente, segundo críticos do mundo todo, ao escritor turco Orhan Pamuk, pela obra “Neve” (Companhia das Letras), que chegou às livrarias brasileiras essa semana e na qual ele descreve a “cisão cultural e religiosa de seu país e ao mesmo tempo antecipa dilemas da sociedade atual”.
Margaret Atwood, autora britânica, faz uma observação que merece ser aprofundada especialmente pelos estudiosos e estrategistas ligados ao trabalho missionário: “seria difícil conceber um ganhador mais perfeito para nossa era catastrófica. Da mesma maneira que a Turquia está posicionada na encruzilhada entre o Oriente e Oriente Médio muçulmanos e o Ocidente europeu e norte-americano, a obra de Pamuk habita o mutável terreno de uma sobreposição cultural e religiosa cada vez mais perigosa, na qual colidem não só ideologias como personalidades.” (4) . Vale lembrar que uma outra obra de Orhan Pamuk já havia sido lançada no Brasil. Em “O Castelo Branco” (Editora Record) o autor turco discorre sobre a troca de identidade entre um mestre muçulmano e seu escravo cristão.
Considerando esse cenário onde colidem não apenas ideologias com pretensões hegemônicas mas também personalidades com igual sede pela dominação, é imperativo que os cristãos, evangélicos ou não, fiquem de olhos abertos e reajam diante da transformação do espaço de Adoração ao único Deus verdadeiro, em mercado. Do contrário estarão sendo coniventes e colaboradores servis e passivos de um sistema que, nas palavras de Samir Amin, economista da Tanzânia mundialmente conhecido: “gera desigualdades e perpetua uma pequena fração da burguesia globalizada que controla cinco oligopólios: o tecnológico, o dos mercados financeiros, o do acesso aos recursos naturais do planeta, o dos meios de comunicação de massa e o dos meios de destruição maciça. Estes grupos se apropriam de 83% do PIB mundial, o que agrava terrivelmente os níveis de desigualdade social no mundo. O fosso entre ricos e pobres aumentou entre 1960 e 1990 de 30 a 60 vezes, o que configura perversa injustiça social e verdadeira barbárie humana.” (5)
Resta saber, e o futuro irá mostrar, como se sucederá a troca de identidade entre o mestre muçulmano e o escravo cristão, ou em que lado estarão os Evangélicos Ocidentais com seu poder midiático e comercial.
Notas
1. Boff, Leonardo. Virtudes Para Um Outro Mundo Possível – Hospitalidade. Editora Vozes, p. 22.
2. Idem, p. 176.
3. Bellotti, Karina Kosick. Jornal da Unicamp – Edição 322 / Maio 2006, matéria de Luiz Sugimoto.
4. Jornal Folha de SP, Caderno MAIS, 22/10/2006, p. 10.
5. Citado em Virtudes Para Um Outro Mundo Possível – Hospitalidade / Boff, Leonardo. Editora Vozes, p. 175.
Nômades da Pós-Modernidade
Pós Modernidade é um tema que evoca sensações desconfortáveis para a maioria dos Evangélicos. Mas não podemos ignorar seus efeitos e pertinência se desejamos sair do gueto “gospel” em que vivemos e tentar comunicar o Evangelho às pessoas que se encontram do lado de fora da nossa normalmente bem protegida “zona de conforto”.
A influência que este momento extraordinário exerce sobre o modo como pensamos e vivemos representa um desafio singular para as igrejas, estejam elas em grandes centros urbanos ou não. Mais do que isso, está reestruturando a vida da maior parte das pessoas, fazendo com que “vivamos como uma sociedade cosmopolita global”, nas palavras de Anthony Giddens, sociólogo inglês. Conforme ele mesmo escreve, “somos a primeira geração a viver nessa sociedade, cujos contornos até agora só podemos perceber indistintamente.”
O “homem moderno”, segundo um filósofo contemporâneo, “é o que experimenta a sensação do estranho, não tem certezas estabelecidas, apenas dúvidas.” A cada dia somos fascinados por novas tecnologias mas por trás disso tudo parecemos nômades no deserto, exilados do único lar que conhecíamos. Uma das características dessa época é o não-pertencimento, representado pelos “sem lar”, a exemplo do filho pródigo que, após ter saído de casa, passou a viver “num lugar distante” (Lucas 15:11-32).
A sociedade ocidental que adentra o terceiro milênio é cativa da visão Pós-Moderna que nada vê além da fragmentação. No livro Identidade, Zygmunt Bauman, sociólogo Polonês, diz que “em nossa época líquido-moderna, o mundo em nossa volta está repartido em fragmentos mal coordenados, enquanto as nossas existências individuais são fatiadas numa sucessão de episódios fragilmente conectados.”
Diante dessa realidade as igrejas, instituições religiosas e seus representantes precisam repensar seu discurso, seu papel e suas práticas.
O cenário religioso que se apresenta nesse contexto é dos mais complexos e desafiadores. Ao contrário do que decretaram os profetas da modernidade, as sociedades modernas não decretaram o fim da religião, mas viram surgir uma recomposição religiosa, algo parecido com um labirinto de crenças e experiências. Por um lado, a religião institucionalizada é relegada a um lugar secundário na sociedade. Por outro cresce o interesse e a demanda por temas e práticas espirituais nas formas mais diversas possíveis, sem o controle e tutela institucionais.
Num contexto fértil como esse é preciso buscar e explorar novos rumos que permitam que ações evangelizadoras se concretizem de forma dinâmica e legítima. Só assim o movimento cristão fará frente aos desafios do terceiro milênio.
* Texto extraído e adaptado do livro Evangelização no Mercado Pós-Moderno (Autor: Robson Ramos, Editora Ultimato)
1 commentUm café com Paulo Betti!
Até que seria legal ver uma Rede de TV ou programa evangélico entrevistando Paulo Betti, diretor de “Cafundó”, filme que retrata a vida de João de Camargo, figura emblemática que fundou no século 19 um movimento religioso que mesclava elementos do catolicismo e Candomblé.
Do ponto de vista da Sociologia da Religião, por exemplo, há elementos importantes a serem abordados e que podem lançar luz à relevantes questões além de, obviamente, estabelecer paralelos com o sincretismo religioso que se impõe de forma desafiadora nos dias atuais.
Quais foram as condições sócio, econômico, político e religiosas que possibilitaram a João de Camargo ter a projeção que teve na sua época? Existem semelhanças com o contexto atual? Será que poderemos ver novos “João de Camargo” surgindo? Qual foi sua contribuição no cenário político social da época? Que papel teve sua religiosidade nesse processo?
Há poucas semanas – conforme matéria da Folha de SP (Ilustrada E4 , 3/10/06) - a TV Século 21, uma rede católica na Grande SP, cancelou uma entrevista que faria com Paulo Betti, a respeito do filme Cafundó, por se tratar de conteúdo que apresenta outras visões de mundo, além da Católica.
Uma funcionária da TV Século 21 justificou o cancelamento da entrevista comunicando através de uma mensagem eletrônica que, por se tratar de uma TV Educativa Católica, a emissora não podia “mostrar nada de outras religiões”.
Com isso os responsáveis pela Século 21 perderam a oportunidade de reconhecer o valor cultural, religioso e, por isso mesmo, educativo, do referido filme. Como resultado privaram as pessoas que acompanham a programação de ter uma melhor compreensão da Fé Católica e dos pontos que a distinguem num cenário religioso diversificado no qual vivemos. Mas ainda há tempo para alguma emissora de TV, Católica ou não, que esteja disposta a sair do obscurantismo, convidar o Paulo Betti para uma entrevista e explorar a riqueza do filme Cafundó.
Caso alguém encontre o Paulo Betti na Padaria Real, em Sorocaba, onde ele costuma ir quando visita a cidade onde nasceu e cresceu, peça a ele que me avise caso surja alguma entrevista desse tipo.
Pensando melhor acho que vou eu mesmo localizá-lo e combinar um café na Padaria Real do bairro Campolim, em Sorocaba, mesmo bairro onde está localizada a Igreja de João de Camargo, fundada pelo próprio e parte do seu legado. Se o Paulo topar faremos a entrevista no formato PodCast e divulgaremos por aqui mesmo.
No commentsO próximo grande evangelista
A edição de 11/10/06 da Revista Veja traz uma matéria sobre o lançamento do estúdio FoxFaith, ligado ao império global de comunicações News Corporation, de propriedade do australiano Rupert Murdoch.
O estúdio FoxFaith produzirá filmes voltados para os evangélicos americanos, que costumam rejeitar e até mesmo boicotar filmes de Hollywood, normalmente recheados de palavrões, sexo, homossexualismo e outros comportamentos tidos, por esse segmento, o dos Evangélicos, como sendo ofensivos à família e aos bons costumes.
Na verdade trata-se de um grande filão do mercado e o Murdoch está atrás do lucro. Se o interesse da News Corporation fosse realmente o de promover valores defendidos pelos Evangélicos americanos, começaria, por exemplo, tirando do ar a Programação Adulta dos seus canais de TV a cabo ou via Satélite, como a DirecTV, por exemplo, também pertencente à News Corporation. Se alguém se interessar por esse assunto basta fazer uma pesquisa - em Inglês - na Internet.
Por outro lado, se os Evangélicos americanos e brasileiros quisessem seguir o exemplo de Jesus quando este foi ao templo em Jerusalém, conforme relato no capítulo 21 do Evangelho de Mateus, poderiam começar com uma minuciosa busca no Google para perceberem a abrangência dos tentáculos desse império.
Causará surpresa a muitos descobrir que a FoxFaith é apenas a ponta do iceberg de um império bilionário já muito bem alimentado com vultuosos lucros obtidos no mercado Evangélico nos Estados Unidos, no Brasil e América Latina. Segundo a matéria da Veja, assinada pela jornalista Isabela Boscov, o mercado de entretenimento cristão movimenta, a cada ano, 4,3 bilhões de dólares entre os americanos. Até recentemente a Editora Vida, historicamente identificada com as Assembléias de Deus e para a qual os direitos de uso comercial da Bíblia NVI - Nova Versão Internacional foram passados, era o braço editorial do império Murdoch no Brasil.
A invasão do Templo e conseqüente transformação da Igreja em mero espaço de comercialização do Sagrado, protagonizada por pastores, líderes e executivos de empresas e corporações tidas como Evangélicas me faz lembrar da reação do profeta Isaías diante da besteira feita pelo rei Ezequias por ter recebido em seu palácio os mensageiros e presentes enviados pelo rei da Babilônia, conforme relato bíblico no Segundo Livro dos Reis 20: 12-18.
Ezequias deve ter ficado impressionado e lisonjeado com toda aquela atenção que estava recebendo de uma figura tão poderosa e confiou cegamente nas credenciais, apresentação pessoal e no discurso daqueles indivíduos. Ezequias caiu na jogada dos “executivos” babilônicos e mostrou a eles absolutamente tudo, todos os tesouros, que havia em seu palácio. Nessa hora os presentes que o rei da Babilônia lhe enviou também devem ter feito uma diferença. Afinal, como dizem os próprios americanos: “Money talks” (“dinheiro fala” no sentido de convencer e fazer a diferença numa negociação). Além disso, competentes e ágeis que eram, os executivos babilônicos já deviam ter prontos em suas pastas os contratos de acordo comercial para serem assinados pelo rei Ezequias que, aparentemente, deve ter assinado tudo sem resistência.
Quando ficou sabendo disso o profeta Isaías ficou indignado com o rei Ezequias por tamanha ingenuidade, por não ter se dado conta de que a agenda daqueles mensageiros era outra. Mas já era tarde.
Na condição de profeta do Deus Altíssimo Isaías não usou de meias palavras quando disse ao rei Ezequias:
Ouça a palavra do Senhor: “um dia, tudo o que se encontra em seu palácio, bem como tudo o que os seus antepassados acumularam até hoje, será levado para a Babilônia. Nada restará”, diz o Senhor. “Alguns dos seus próprios descendentes serão levados, e eles se tornarão eunucos no palácio do rei da Babilônia.”
Será que ainda há tempo para os Cristãos, Evangélicos e Católicos, voltarem atrás antes de se tornarem eunucos no palácio do rei da Babilônia dos tempos atuais? Ou será que alguns já não viraram eunucos e estejam aproveitando das benesses nos palácios babilônicos do mundo globalizado em que vivemos? Mesmo que alguns, ou muitos, já tenham ido para o lado de lá, ainda há tempo e oportunidade para uma tomada de posição antes que, como sugere a jornalista Isabela Boscov, Murdoch se torne o próximo grande evangelista.
* Revista VEJA - edição 1977 - 11/10/06 - Ano 39 nº 40 – páginas 118 e 119, por Isabela Boscov
9 commentsMenos deus por favor!
Um dos meus melhores amigos - que não se considera cristão - me disse que às vezes, quando assiste à programação evangélica na TV se surpreende pensando que, se Deus existe, ele não deve gostar da banalização que é feita do seu nome.
Um conhecido colunista da mais lida revista semanal do país, reclamou da superexposição do sagrado em nossa cultura. “Menos deus, por favor”, foi o seu desabafo.
É um alerta. Não é à toa que o segmento dos não religiosos está entre os que mais cresceram na década de 90.
(Trecho extraído do livro Evangelização no Mercado Pós Moderno, Editora Ultimato)
2 commentsCuide bem do seu amor!
Há vários anos atrás um avião comercial caiu na região amazônica depois de perder o rumo e ficar sem combustível. Naquela ocasião perguntei a um amigo, Maurício, que era comandante e piloto comercial da mesma companhia aérea do avião que caíra, sobre o que poderia causar uma tragédia como aquela.
O já muito comentado e trágico acidente envolvendo o jatinho Legacy e o Boeing da Gol, causando a morte de 155 pessoas, me fez lembrar da resposta do Maurício: “Quase sempre é uma sucessão de erros e desajustes, humanos e técnicos que, se não forem detectados e corrigidos a tempo, causam uma tragédia.” Nunca me esqueci disso.
Tudo leva a crer que o mesmo aconteceu nesse acidente que tirou a vida de 155 pessoas: uma sucessão de erros.
O mesmo se aplica à vida de uma empresa ou à nossa vida, seja na esfera profissional ou pessoal. O sucesso – ainda que não seja em valores absolutos - depende de cuidado e atenção para ficarmos no rumo e altitudes adequados, detectarmos interferências indesejadas e corrigirmos eventuais falhas ou desajustes. E assim evitarmos ser pegos de surpresa.
Cabe a cada um de nós estar atento aos detalhes da manutenção de todos os equipamentos e situações ao nosso redor, além do cuidado no relacionamento com as pessoas que nos são importantes. Atenção especial deve ser dispensada àquela única pessoa com quem o vôo deve ser o mais suave e seguro possível.
Termino com o refrão cantado por Herbert Viana, vocalista do grupo Paralamas do Sucesso e de quem sou fã, que sobreviveu após trágico acidente com seu Ultra-Leve e que ocasionou a morte de sua esposa: “Cuide bem do seu amor. Seja quem for”.
